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08 de novembro de 2016 • 09h48 • atualizada 08 de novembro de 2016
Enem: Português – o que estudar?

Enem: Português – o que estudar?

Enem

A prova de português do Enem é considerada por muitos estudantes uma das mais complicadas. Saber o que cai pode ser o diferencial de sucesso na hora de organizar os seus estudos. Isso porque essas informações permitem que você foque no que realmente faz a diferença e não perca tempo estudando temas que têm menos chance de ser cobrados.

A Microlins quer ver você conquistar a tão sonhada vaga em uma universidade. Justamente por isso, separamos os temas mais cobrados nas últimas edições do exame. Confira:

Interpretação de texto

Essa é, sem dúvida, uma das áreas mais cobradas no Enem e não apenas na prova de português. Isso porque enquanto a interpretação de texto é fundamental para entender as questões da parte que avalia seus conhecimentos sobre nosso idioma, ela também ajuda a compreender melhor todas as outras questões da prova.

Na prova de Português, é possível encontrar questões em que a resposta está no próprio enunciado. Ou então, para encontrar a opção correta é necessário entender um gráfico, infográfico ou até mesmo uma tirinha. Tudo isso é interpretação de texto.

Algumas dicas para melhorar sua interpretação de texto:

  • Leia! A leitura é prática e quanto mais você ler, melhor entenderá o que está escrito.
  • Preste atenção! Foque sua concentração em uma questão de cada vez. Tentar resolver várias ao mesmo tempo atrapalha sua interpretação.
  • Separe as informações relevantes! Quando o enunciado contiver dados, números ou detalhes, separe essas informações sublinhando ou escrevendo ao lado. Isso ajudará a ter maior clareza na compreensão.

Literatura

Outro ponto muito cobrado nas últimas provas de português do Enem é a literatura. Saber diferenciar o romantismo e o arcadismo por suas características básicas é fundamental para quem deseja fazer um bom exame. Não existe uma lista de leitura obrigatória, por isso, quanto mais você conhecer, melhor!

Normalmente as questões citam o trecho de algum clássico da literatura e pedem que você classifique o gênero literário e as características que justificam sua escolha. Uma boa maneira de estudar é praticando com questões de provas passadas do Enem, analisando diferentes obras e, principalmente, lendo!

Linguagem formal e informal

Analisando as provas de português dos últimos três anos, é possível notar a presença constante de questões relativas à utilização das linguagens formais e informais. Cartazes oficiais do Governo, crônicas e até mesmo e-mails já foram utilizados para questionar a interpretação do candidato.

Outro ponto importante é a diferenciação dos textos narrativos, descritivos e argumentativos. Nos últimos três anos, diversas questões que cobravam esse conhecimento foram centro de dúvidas dos candidatos. Vale a pena anotar esses tópicos para reforçar os estudos!

Questões de português do ENEM para você ficar ainda mais craque:

Questão 1

(ENEM-2014)

O negócio

Grande sorriso do canino de ouro, o velho Abílio propõe às donas que se abastecem de pão e banana:

— Como é o negócio?

De cada três dá certo com uma. Ela sorri, não responde ou é uma promessa a recusa:

— Deus me livre, não! Hoje não...

Abílio interpelou a velha:

— Como é o negócio? Ela concordou e, o que foi melhor, a filha também aceitou

o trato. Com a dona Julietinha foi assim. Ele se chegou:

— Como é o negócio?

Ela sorriu, olhinho baixo. Abílio espreitou o cometa partir. Manhã cedinho saltou a cerca. Sinal combinado, duas batidas na porta da cozinha. A dona saiu para o quintal, cuidadosa de não acordar os filhos. Ele trazia a capa de viagem, estendida na grama orvalhada.

O vizinho espionou os dois, aprendeu o sinal. Decidiu imitar a proeza. No crepúsculo, pum-pum, duas pancadas fortes na porta. O marido em viagem, mas não era dia do Abílio. Desconfiada, a moça surgiu à janela e o vizinho repetiu:

— Como é o negócio?

Diante da recusa, ele ameaçou:

— Então você quer o velho e não quer o moço? Olhe que eu conto!

TREVISAN, D. Mistérios de Curitiba. Rio de Janeiro: Record, 1979 (fragmento).

Quanto à abordagem do tema e aos recursos expressivos, essa crônica tem um caráter:

A)    filosófico, pois reflete sobre as mazelas sofridas pelos vizinhos.

B)    lírico, pois relata com nostalgia o relacionamento da vizinhança.

C)    irônico, pois apresenta com malícia a convivência entre vizinhos.

D)    crítico, pois deprecia o que acontece nas relações de vizinhança.

E)    didático, pois expõe uma conduta a ser evitada na relação entre vizinhos.

Questão 2

(ENEM-2012)

Pote Cru é meu Pastor. Ele me guiará.

Ele está comprometido de monge.

De tarde deambula no azedal entre torsos de

cachorro, trampas, trapos, panos de regra, couros,

de rato ao podre, vísceras de piranhas, baratas

albinas, dálias secas, vergalhos de lagartos,

linguetas de sapatos, aranhas dependuradas em

gotas de orvalho etc. etc.

Pote Cru, ele dormia nas ruínas de um convento

Foi encontrado em osso.

Ele tinha uma voz de oratórios perdidos.

BARROS, M. Retrato do artista quando coisa. Rio de Janeiro: Record, 2002.

Ao estabelecer uma relação com o texto bíblico nesse poema, o eu lírico identifica-se com Pote Cru porque:

A)    entende a necessidade de todo poeta ter voz de ora tórios perdidos.

B)    elege-o como pastor a fim de ser guiado para a salvção divina.

C)    valoriza nos percursos do pastor a conexão entre as ruínas e a tradição.

D)    necessita de um guia para a descoberta das coisas da natureza.

E)    acompanha-o na opção pela insignificância das coisas.

Questão 3

(ENEM-2006)

No romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, o vaqueiro Fabiano encontra-se com o patrão para receber o salário. Eis parte da cena: Não se conformou: devia haver engano. (…) Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria? O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que o vaqueiro fosse procurarserviço noutra fazenda. Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem. Não era preciso barulho não.

Graciliano Ramos. Vidas Secas. 91.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.

No fragmento transcrito, o padrão formal da linguagem convive com marcas de regionalismo e de coloquialismo no vocabulário. Pertence a variedade do padrão formal da linguagem o seguinte trecho:

A)    “Não se conformou: devia haver engano” (l.1).

B)    “e Fabiano perdeu os estribos” (l.3).

C)    “Passar a vida inteira assim no toco” (l.4).

D)    “entregando o que era dele de mão beijada!” (l.4-5).

E)    “Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou” (l.11).

Questão 4

(ENEM-2012)

Assinale a alternativa correta de acordo com o nível culto da língua portuguesa.

A) O vizinho que eu saí com ele na semana passada comprou carro novo.

B) Eu encontrei ele no centro da cidade ontem.

C) Através deste contrato, são ajuizadas ações trabalhistas gratuitas.

D) Foram tantos os problemas que me deixou sem alternativas.

E) Meus sinceros pêsames pela perca de sua mãe!

Questão 5

(ENEM-2015)

Perder a tramontana

A expressão ideal para falar de desorientados e outras palavras de perder a cabeça

É perder o norte, desorientar-se. Ao pé da letra, “perder a tramontana” significa deixar de ver a estrela polar, em italiano stella tramontana, situada do outro lado dos montes, que guiava os marinheiros antigos em suas viagens desbravadoras.

Deixar de ver a tramontana era sinônimo de desorientação. Sim, porque, para eles, valia mais o céu estrelado que a terra. O Sul era região desconhecida, imprevista; já o Norte tinha como referência no firmamento um ponto luminoso conhecido como a estrela Polar, uma espécie de farol para os navegantes do Mediterrâneo, sobretudo os genoveses e os venezianos. Na linguagem deles, ela ficava transmontes, para além dos montes, os Alpes. Perdê-la de vista era perder a tramontana, perder o Norte.

No mundo de hoje, sujeito a tantas pressões, muita gente não resiste a elas e entra em parafuso. Além de perder as estribeiras, perde a tramontana...

COTRIM, M. Língua Portuguesa, n. 15, jan. 2007.

Nesse texto, o autor remonta às origens da expressão “perder a tramontana”. Ao tratar do significado dessa expressão, utilizando a função referencial da linguagem, o autor busca:

A) Apresentar seus indícios subjetivos.

B) Convencer o leitor a utilizá-la.

C) Expor dados reais de seu emprego.

D) Explorar sua dimensão estética.

E) Criticar sua origem conceitual.

Respostas Corretas:

Questão 1: C.

Questão 2: E.

Questão 3: A.

Questão 4: C.

Questão 5: C.

Agora é a hora de você dar seu primeiro passo para o futuro. Se você quer se preparar com eficiência para o Enem, confira o curso para o ENEM 2016 da Microlins, com aulas ao vivo para todo o Brasil. Aproveite e venha conferir também nossas aulas para vestibular semi presencial do ENEM.

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